G20 - Portuguese - Vaccinate Our World Now

Manifesto G20

A COVID-19 representa uma ameaça existencial à estabilidade, à saúde e ao desenvolvimento global. Isto não é um exagero, mas um fato refletido em números alarmantes: Quase 5 milhões de pessoas mortas e contando, mais de 235 milhões de infectados e menos de 35% da população global está totalmente vacinada. A pandemia eliminou pelo menos uma produção econômica estimada em 4 trilhões de dólares somente em 2020, mergulhando bilhões de pessoas na pobreza. Em meio a uma profunda crise global que exige unidade e liderança, o mundo está mais dividido do que nunca.

A próxima cúpula do G20 em Roma, Itália, no final de outubro de 2021, é uma oportunidade para que os líderes das 20 maiores economias possam finalmente mudar o curso da pandemia e colocar o mundo no caminho da recuperação. Eles devem se comprometer inequivocamente a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para Vacinar Nosso Mundo. Não há mais tempo para pesar os prós e contras políticos de suspender as patentes de vacinas, exigir transferências de tecnologia para expandir a produção de vacinas, e doar bilhões de dólares para uma resposta global robusta e sustentada à pandemia. Esta é uma questão de sobrevivência.

Como defensores, mães, pais, filhos, avós, entes queridos, cidadãos do mundo preocupados, e como seus eleitores e contribuintes, pedimos a vocês que tomem as seguintes ações nos 100 dias que antecedem a cúpula do G20 em Roma.

1


Apoiar isenções de patentes sobre vacinas para COVID-19

e a transferência de tecnologia para países em desenvolvimento para aumentar a produção de vacinas e Vacinar Nosso Mundo.

2


Aumentar o acesso à tecnologia de sequenciamento genômico

para que todos os países possam monitorar efetivamente o surgimento e a propagação de novas variantes do SARS-CoV-2.

3


Arrecadar US$ 100 bilhões,

o suficiente para garantir doses suficientes para Vacinar Nosso Mundo agora.

4


Comprometer-se com a cooperação global

como única maneira de enfrentar as pandemias: nenhum país está seguro até que todos os países estejam protegidos.

5


Exigir 100% de transparência entre os países:

o compartilhamento de todas as informações e dados relacionados à saúde pública global é essencial para enfrentar esta e futuras pandemias.

6


Expandir o mandato do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária

para estabelece-lo como o principal mecanismo de financiamento para combater as pandemias atuais e futuras.

7


Elaborar uma nova Convenção Global de Saúde Pública

para servir como o sistema de governança global de saúde que pode responder rapidamente a futuros surtos e pandemias para garantir a Segurança Global.

Dada a crise atual, nossa proposta exige um redesenho de toda a arquitetura global da saúde pública, em vez de simplesmente recriar outra organização como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta transformação deve ser orientada por três princípios fundamentais: transparência, responsabilidade e cooperação. Deve ser promulgada na forma de uma nova Convenção Global de Saúde Pública para as necessidades do século XXI, conforme descrito no recente estudo da revista The Lancet Public Health.

A Convenção Global de Saúde Pública deve servir como base para uma arquitetura de saúde global equitativa e receptiva que seja capaz de proporcionar rapidamente resultados que salvam vidas durante surtos e emergências de saúde internacionais. Deve estar imbuída por um forte mandato para influenciar as decisões corretas para superar problemas como o açambarcamento e as desigualdades no acesso a vacinas e medicamentos, e a relutância de alguns países em compartilhar dados epidemiológicos de forma transparente, oportuna e confiável para o benefício e a segurança sanitária de todas as nações.

A falta de solidariedade global no compartilhamento de vacinas que podem nos proteger a todos é incompreensível. Como se a preocupação altruísta com nossos vizinhos não fosse razão suficiente, mesmo o interesse próprio parece incapaz de convencer os países ricos a parar de estocar vacinas para evitar a transmissão do vírus em todo o mundo antes que ele inevitavelmente retorne às suas próprias fronteiras.

Que os poucos países afortunados por terem vacinas não sejam embalados em uma falsa sensação de segurança: compartilhamos um mundo interligado e um destino. Se as nações individualistas e seus líderes decidem renunciar ao interesse próprio e ao tribalismo para salvar a humanidade, esta é uma decisão que devem tomar hoje.

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